Brasil Econômico – Fox Sports corre para encontrar operadora de TV e estrear no país

02/2012

Fox Sports corre para encontrar operadora de TV e estrear no país Executivos do novo canal de Esportes têm até o início de fevereiro para fechar anunciantes e distribuidoras

Naiara Bertão

Foi em um cenário com alusão ao futebol que executivos da Fox International Channels (FIC), empresa internacional de produção de conteúdo para televisão por assinatura, apresentaramà imprensa a equipe de narradores, comentaristas e apresentadores que irão compor a Fox Sports Brasil, novo canal de conteúdo esportivo do grupo.
“O Brasil é o país com maior potencial fora Estados Unidos”, afirma o presidente da Fox Internacional Channels, Carlos Martinez. Para ele, o Brasil é visto como um país de esportes, que vai receber eventos importantes do setor nos próximos anos e que pode se tornar o principal produtor de conteúdo do grupo na América Latina. A expectativa da Fox Sports é, em três anos, dobrar de tamanho e conquistar o número de assinantes que o canal Fox tem no Brasil hoje – 9,5 milhões.
Contudo, há menos de 15 dias da estreia ( marcada para 5 de fevereiro) o canal ainda não fechou contratos de transmissão com nenhuma operadora de TV por assinatura e não abriu nenhum lote para anunciantes. “As conversas com as operadoras estão bastante adiantadas. Acredito que até dia 30 de janeiro [data da festa de lançamento no Rio de Janeiro] teremos alguma coisa para informar”, diz Gustavo Leme, vice-presidente da Fox International Channels.
Enquanto não estreia, duas partidas da Copa Santander Libertadores da América serão transmitidas sob a marca Fox Sports no próprio Speed, outro canal do grupo que têm 6 milhões de assinantes.

 

Rumores
A companhia não comenta os boatos de que as gigantes de distribuição Sky e Net estariam dificultando a entrada da Fox Sports em sua grade de programação, uma vez que o maior canal de esportes do país, o SporTV, pertence às Organizações Globo, mesma controladora da Sky e Net.
Segundo Eduardo Zebini, vice- presidente do Fox Sports no Brasil e responsável pela produção do canal, à princípio, a programação será exibida no Speed, que deve deixar de existir em breve para dar lugar ao novo canal. Sua programação, especialmente de campeonatos que envolvem velocidade, seria inserida na grade do Fox Sports em pelo menos duas horas por dia. “Vamos inserir na programação esportes radicais, o Brasil Open de Tênis, campeonatos de vôlei, basquete e outros, mas, no primeiro semestre, vamos focar na Libertadores”, diz Zebini. Ele acredita que a mudança do Speed não terá objeção por parte das operadoras.
“A transmissão de novos canais pelas distribuidoras é negociado caso a caso, conforme o interesse da distribuidora em adquirir a grade de conteúdo do canal”, explica Guilherme Rabelo, presidente da R2, consultoria de negócios em telecomunicação. “Se o canal está nos pacotes com mais assinantes, ele vai ter mais visibilidade e isso implica em mais anunciantes e um preço de espaço maior”, diz. O caso lembra aESPN, cujo preço do pacote com o canal sai bem mais caro que o normal.
Os executivos também não comentaram os rumores de que estariam comprando a Band Sports. “Assim como em outros setores, a entrada em um mercado via aquisições é uma estratégia bastante usada e efetiva. A compra da Band faria sentido”, avalia Rabelo. A Fox Sports está apostando principalmente no futebol para conquistar os brasileiros. Vai transmitir com exclusividade a Copa Santander Libertadores da América 2012, a Copa Bridgestone Sul-Americana 2012 e a Premier Barclays League (Campeonato Inglês).

 

Programas 
Com o lema “Torcemos juntos”, a Fox Sports aposta não só nas próprias transmissões como também em seu conteúdo jornalístico. Eles contarão com o telejornal Central Fox, o Parada Fox e o Fox Sports. Os apresentadores serão Anita Paschkes, Eduardo Elias, Erich Pelitz, Jose Ilan, Renata Cordeiro, Tammy Di Calafiori. A locução fica por conta de Éder Reis, Hamilton Rodrigues, João Guillherme e Marco de Vargas.

 

PSN foi líder e fechou por baixa rentabilidade 

 

Para driblar a concorrência do mercado de conteúdo esportivo brasileiro — o mais rentável para as distribuidoras — o Fox Sports terá que encontrar seus diferencias, seja na linguagem ou na programação, de acordo com especialistas em TV. A história mostra que nem sempre o tamanho da audiência significa sucesso.
Há 10 anos, a Panamerican Sports Network (PSN) encerrava sua transmissão após dois anos no ar.
O motivo foi a baixa rentabilidade do canal, aliada ao fim do plano de convertibilidade na Argentina, que obrigava os direitos de transmissão da Libertadores a serem comprados em dólares, enquanto os pacotes televisivos eram negociados em pesos argentinos. Isso acarretou grande perda econômica e a PSN fechou as portas em março de 2002. Seus direitos foram vendidos para a Fox Sports, às argentinas Torneos e Competencias, além da brasileira Traffic.
Sob inspiração e comando do milionário texano Tom Hicks, e com recursos de seu fundo de investimento Hicks, Muse, Tate & Furst, que também investiu no Corinthians em meados de 2000, o canal foi rapidamente ultrapassando as tradicionais ESPN e Fox Sports em alguns países.
A empresa pagou, inclusive, mais que o dobro por direitos de transmissão de campeonatos de futebol na região, da Fórmula 1, e do torneio de Wimbledon, apostando, na partida mais de US$ 650 milhões.
Entre os eventos transmitidos estavam a Copa Libertadores, as eliminatórias da Copa do Mundo de 2002, a Copa Mercosul e Liga Sulamericana de Basquete.

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