VEJA.com – Aeroporto de São Roque pode ter operação comercial para ajudar na Copa

19/09/2012

Terminal da JHSF que atenderá o mercado executivo deverá ser acionado para acomodar demanda emergencial dos aeroportos da região metropolitanaNaiara Bertão e Ana Clara Costa

Antevendo um fluxo maciço de turistas durante a Copa do Mundo e dificuldade para atendê-los, o governo federal já pensa em medidas de emergência. Com receio de que os aeroportos de Congonhas, na capital, e de Cumbica, em Guarulhos (SP), fiquem abarrotados, a Secretaria de Aviação Civil (SAC) avalia a possibilidade de usar como “válvula de escape” o aeroporto privado que será construído pela construtora JHSF em São Roque, a 62 quilômetros de São Paulo. A saída seria conceder ao terminal autorização temporária para receber voos comerciais de passageiros em momentos emergenciais, como nos dias de jogos e em outras situações de sobrecarga, como nos freqüentes fechamentos de aeroportos da região metropolitana por questões climáticas. “Um modelo semelhante é adotado no aeroporto privado de Comandatuba, na Bahia. Ele é usado em casos excepcionais e emergenciais para desafogar Ilhéus”, relatou uma fonte da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A JHSF – conhecida por sua atuação no mercado de empreendimentos de luxo, como o Shopping Cidade Jardim – recebeu há seis meses autorização do órgão regulador para construir o aeroporto de São Roque, que receberá aeronaves de viagens nacionais e internacionais. A construtora aguarda a permissão do governo para a operação aeroportuária. O pedido da companhia restringiu-se ao atendimento do mercado de jatos executivos. Partiu da SAC o interesse em transformar o terminal em um braço complementar à operação dos aeroportos metropolitanos.

A outorga para operação do aeroporto será divulgada em bloco pelo governo federal. Depois de adiado duas vezes (5 e 15 de setembro), o anúncio é esperado para os próximos dias, dizem fontes ouvidas pelo site de VEJA. A SAC aguarda a aprovação do decreto presidencial que regulamentará a aviação executiva em diversos aeroportos privados espalhados pelo país. Existe a possibilidade de o anúncio ser feito pela Secretaria de forma concomitante à nova leva de privatização de grandes aeroportos comerciais brasileiros. Procurada pelo site de VEJA, a JHSF não quis comentar o assunto.

Aviação executiva – Mesmo com permissão para manejos pontuais de aeronaves comerciais, a natureza do Aeroporto Internacional de São Roque será executiva, com foco em táxi aéreo, serviços especializados e aeronaves de uso privativo. O terminal terá uma pista maior que a de Congonhas, de 2,8 mil metros, além de contar com um shopping center de luxo e um campo de golfe nas proximidades. Tudo pensado para atender o público de alta renda das regiões de Alphaville, Tamboré e interior paulista.

De acordo com uma fonte ligada à JHSF, o plano é que o aeroporto comece a ser construído no ano que vem e entre em operação em 2014, antes da Copa do Mundo de Futebol. A demanda por serviços de aeroportos privados aumentou muito nos últimos anos com a expansão da procura por slots (espaço para pouso e decolagem) para uso comercial das grandes companhias aéreas em aeroportos que antes atendiam de forma mais intensiva o público executivo. Os maiores exemplos são Congonhas e Campo de Marte, em São Paulo.

Trem – Em um momento que se discute a integração da logística brasileira, com a criação pelo governo da Empresa de Planejamento Logístico (EPL), o anúncio de pacotes de investimentos e mudanças no marco regulatório da infraestrutura, a própria JHSF está avaliando a retomada de um antigo projeto. A dona do Shopping Cidade Jardim quer construir um trem de luxo de passageiros que ligaria a cidade de Sorocaba (SP) à capital paulista, com ponto final na zona sul de São Paulo – não por acaso no bairro Cidade Jardim.

Segundo fonte ligada à empresa, o plano de viabilidade técnica e econômica foi finalizado cinco anos atrás, mas não foi levado à diante. Agora, o Conselho da JHSF vai retomar as discussões. O projeto, ao que tudo indica, será modificado. A ideia, diz a fonte, contempla agora a construção de uma estação adicional em São Roque para integração com o aeroporto internacional. Assim, executivos que descerem de seu jatinho poderão pegar um trem confortável para ir até seu escritório em Alphaville ou na própria cidade de São Paulo.

Aeroporto de São Roque pode ter operação comercial para ajudar na Copa

 

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