Nenhuma história é ruim, by Duke Dog

Duke dogO dia foi produtivo. O cansaço já havia batido. Mas, como sempre, fui olhar os últimos highlights de amigos nas redes sociais, notícias, e-mails …. E foi assim – despretensiosamente – que eu, fuçando na internet antes do ritual diário ‘livro de cabeceira —> cama’ que me deparei com um link – também despretensioso – que me fez chorar.

As lágrimas vieram não apenas porque a história era triste, mas porque ela era tão envolventemente relevada, aos poucos, que me captou, me prendeu, me enlaçou e não eu conseguia desistir de ler por mais que angustiava. Eu me coloquei em seu lugar – e as lágrimas vieram antes de meus olhos acabarem de ler as 283 palavras. Era sim sobre morte. E também sobre câncer. Não, não era “A culpa é das estrelas”. Era sobre Duke, um cachorro de três patas que dá um show de vontade de viver. Pelo menos foi isso que a curta história conseguiu me transmitir.

Se eu, como jornalista, tivesse apenas relatado o fato – “Depois de atingir um estágio incurável de câncer, a família adotiva do cachorro Duke precisou sacrificá-lo, de modo que ele não sofresse mais. Em seu último dia de vida, ele comeu hambúrgueres e passou ao lado de pessoas que gostavam dele.” – eu não teria chorado, nem me sentido chateada, nem triste, nem revoltada, nem angustiada e nem com vontade de adotar um cachorro imediatamente e lhe dar um abraço apertado para ele se sentir protegido.

Tantas emoções só são sentidas por textos que mexem com a gente. A forma de contar é a alma de qualquer história. Por isso acredito na máxima de que NENHUMA HISTÓRIA É RUIM; ELA SÓ NÃO FOI BEM CONTADA.

O texto a que me referi vem intercalado com imagens de um cãozinho que vive seu último dia de vida – um tumor cresceu a ponto de obrigar seus donos a lhe dar paz. Não quero e nem tenho autoridade e expertise para falar de eutanásia, mas a história comove. O cão havia sido adotado três anos antes. Sua chegada à nova família rendeu até um vídeo no Youtube que hoje já possui quase 884 mil visualizações, parte, acredito, nos últimos quatro dias com a repercussão de sua morte. O texto original é intitulado “Eu morri hoje“. Sua réplica no site BuzzFeed, divulgado como “História do último dia de um cachorro”,  já foi visto quase 5,4 milhões de vezes. A repercussão é mundial – só hoje chegou a mim por três diferentes fontes.

As fotos, de Robyn Arouty, são encantadoras e, combinadas com as legendas narradas pelo próprio Duke (fictícias, é claro), como eu disse, nos faz chorar. É uma bela história. Ops, corrigindo, é uma história bem contada!

O texto original está no blog do fotógrafo – e não dono de Duke, como ele mesmo esclareceu.

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