Cinco dicas para manter a saúde do seu bolso

Dívida com planejamento

A dívida em si não é necessariamente ruim, mas se não for feita com planejamento financeiro pode se tornar um grande problema. A consultora Ana Paula Hornos explica que o crédito deve ser buscado apenas em três situações: 

 
1) Para investimento produtivo: alavancar um negócio ou investir em crescimento profissional (cursos, por exemplo). A dica é procurar prazos longos e juros baixos nessa modalidade;
2) Compra de imóveis: somente se os juros forem atrativos e, o mais importante, se houver espaço no orçamento para a quitação e dívida;
3) Usar o cartão de crédito apenas a seu favor: a vantagem é ter um pouco mais de tempo para pagar, mas só deve ser usado se a pessoa tiver o dinheiro equivalente à fatura na conta bancária. “Nunca na situação inversa: usar o cartão para suprir a falta do valor”, disse Ana Paula.

Regra do 30/30 – Parte 1

A consultora financeira comenta sobre um indicador de saúde financeira que ensina a seus clientes: a regra do 30/30. 
O primeiro “30” refere-se ao limite da renda que pode estar comprometida com parcelas grandes de bens celular (caro), móveis, carro, imóvel, ou seja, aquela dívida que você terá de fazer um esforço para pagar de qualquer forma assim que ‘assinar o cheque’. “Se as dívidas já ocupam mais de 30% da renda, provavelmente a pessoa terá dificuldade em pagar suas contas mais para frente”, diz Ana Paula. Se já chegou nesse limite, portanto, não mais espaço para se endividar.
 

Regra do 30/30 – Parte 2

Além daquelas parcelas caras, há de se lembrar da fatura do cartão de crédito, as parcelas também devem entrar nessa conta de 30% do orçamento. Isso porque é preciso deixar dinheiro reservado para consumo: supermercado, transporte, restaurante, farmácia, presentes, cursos, emergências. “A dívida é certa, mas a renda é instável, imprevistos acontecem, como a perda do emprego repentinamente, por exemplo, ainda mais em tempos de economia fraca como o quer vivemos”, disse Ana Paula.  
 

Reservas

Os gastos, segundo a consultora, não podem ultrapassar 70% da renda líquida (não vale contar o salário bruto). É saudável reservar 20% dos rendimentos para a poupança, investimentos diversos e aposentadoria. 
“O ideal é ter reservas e usar o sistema de crédito para melhorar e otimizar a gestão financeira”, afirma a consultora. 

Doação

Ana Paula defende que 10% da renda deve ser destinada para algum tipo de causa social. “Em finanças comportamentais, a doação equilibra as emoções das pessoas quando estão lidando com dinheiro”, diz. Ela explica que, ao doar, as pessoas se sentem em um meio termo entre o consumo compulsivo e a avareza. “Os dois remetem ao egoísmo.” Além disso, ajuda a trabalhar o autocontrole quando o assunto é gastar. 

http://veja.abril.com.br/listas/economia/cinco-dicas-para-manter-a-saude-do-seu-bolso.html

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