[Em $uma]: O que esperar do noticiário econômico para esse novo ano

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Bom dia, meninas! Estreia hoje a coluna “Em $uma – O que você precisa saber para começar bem a semana”. Toda segunda-feira, a repórter de economia e negócios Naiara Bertão vai trazer para nós um resumo dos principais destaques de economia. Tudo que precisamos para ficarmos atualizadas e bem informadas!

Olá, meninas!

Meu nome é Naiara Bertão, sou repórter de economia e negócios e agora escreverei semanalmente para vocês sobre os assuntos mais relevantes no mundo econômico no Brasil e no mundo. Tentar mostrar como notícias que parecem tão distantes podem respingar em nossas vidas – para bem ou para o mal.

Para esta primeira coluna, fiz um apanhado dos principais assuntos que vão estar nas manchetes em 2015. Infelizmente, as notícias não são boas. O clima econômico não está dos melhores. O país está crescendo pouco, as empresas não estão muito dispostas a investir e vemos algumas até demitindo. As pessoas também não têm consumido como antes, lembrando que tem muita gente ainda brigando com a fatura do cartão de crédito ou lutando para limpar o nome. Os preços e os juros têm subido e o poder de compra diminuindo. :(

Vamos lá!

Inflação – Para vocês entenderem, o poder de compra nada mais é do que o que podemos comprar com determinada quantia. Por exemplo, já houve uma época, há alguns anos, que nós conseguíamos comprar uma calça jeans de boa qualidade por R$ 100 ou sair para jantar e gastar no máximo R$ 30, o que dificilmente conseguimos hoje, não é? Esse ‘encarecimento’ do dinheiro se deve por causa da tão falada e temida inflação e dos juros altos.

No Brasil, o principal índice oficial que mede a inflação é divulgado mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística): o IPCA. Quando o IPCA sobe muito (ou acelera, termo que os especialistas usam) isso significa que as coisas (produtos e serviços) ficam mais caras. O item Alimentação e Bebidas geralmente é o que mais sobe, mas já estão programados para este ano aumento nas tarifas de transporte público e energia.

Para 2015, analistas do mercado financeiro projetam inflação acima de 6,5%, o limite que o governo considera aceitável. De janeiro a dezembro de 2014, o IPCA quase estourou esse limite ao registrar inflação acumulada de 6,41%.Só não foi maior porque o governo adiou o que pode no reajuste da conta de luz. O ruim disso tudo é que, se os reajustes dos salários ficam muito próximos à inflação, a nossa renda real aumenta pouco, ou seja, não conseguimos consumir muito mais porque não há uma grande sobra de dinheiro. :(

Juros – Em 2015 o mercado de crédito também não deve prosperar muito. Isso porque os juros vão ficar mais caros, apostam especialistas. Desde o fim do ano passado o Banco Central já elevou os juros básicos, a chamada taxa Selic. A Selic funciona como um balizador para os bancos públicos e privados precificarem seus preços – os juros – para emprestar. Atualmente a Selic está em 11,75% e analistas já esperam uma alta para 12,25% já em janeiro. Considerando a taxa de juros real (que já desconta a inflação) o Brasil é o país com as taxas mais caras do mundo, posição que ocupa desde outubro de 2013. Atualmente, o juro real do Brasil está em 4,68%, à frente da Rússia, a segunda colocada, com juro real de 3,01%. A dica é fugir de modalidades de crédito com juros abusivos, especialmente cheque especial e rotativo do cartão de crédito. :(

PIB – No segundo mandato a presidente Dilma Rousseff tem uma tarefa bem árdua: estimular o crescimento da economia brasileira. Em 2014 ela repetiu várias vezes que a crise internacional foi o fator que mais pesou sobre o péssimo resultado do PIB (Produto Interno Bruto). Bom, isso também contribuiu porque impactou nosso comércio exterior em os investimentos no país, mas, muitas outras coisas também pesaram. A falta de confiança dos empresários na economia, por exemplo. Para investir, as empresas precisam estar seguras de que as regras dos contratos não vão mudar (segurança regulatória), que terá demanda (consumo aquecido) e que a condução da economia está na direção certa (controle da inflação, gastos públicos controlados, estímulos a setores certos, desburocratização, reforma fiscal e tributária, investimentos em infraestrutura, etc).

Bom, Dilma e sua equipe econômica não conseguiram passar essa confiança. Ainda teve a Copa do Mundo para atrapalhar o comércio e as eleições que sempre travam investimentos em infraestrutura. De qualquer forma, o ano está começando e o Brasil pode mudar esse quadro. As empresas ainda estão cautelosas, à espera de uma indicação de como a ‘nova Dilma’ (segundo mandato) e sua nova equipe (o país tem novos ministros da Fazenda e do Planejamento, entre outros) vão cuidar da economia brasileira. Isso vai influenciar diretamente em nossos empregos. :(

 

http://financasfemininas.uol.com.br/o-que-esperar-do-noticiario-economico-para-esse-novo-ano/

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