Vencedora do Prêmio Petrobras de Jornalismo

Prêmio Petrobras de Jornalismo 2014 - Teatro Cecília Meireles, RJ
Prêmio Petrobras de Jornalismo 2014 – Teatro Cecília Meireles, RJ

Há pouco mais de uma semana eu soube que tinha sido premiada em uma das categorias do Prêmio Petrobras de Jornalismo 2014. Durante aquele telefonema o meu coração bateu mais forte. Primeiro de incredulidade, segundo de desconfiança, em seguida pelo reconhecimento e por fim, a felicidade. Aos 27 anos eu estava recebendo meu segundo prêmio na vida por puro e único merecimento. A sensação é de ser um guarda-chuva rosa em meio a uma multidão de pretos. Você se sente especial. A primeira coisa que me veio à cabeça foi a sensação – a mesma – que eu senti há anos atrás, quando estava na então 6ª série do Ensino Fundamental ao atender a porta de casa em um fim de semana para a diretora da escola. Algo havia acontecido, pensei ao vê-la. E, de fato, algo havia acontecido: eu havia conquistado o segundo lugar em um concurso de redação da TV TEM, afiliada da Rede Globo no interior, onde morava. No começo não acreditei, achei que era pegadinha, mas depois aquilo fez sentido na minha cabeça e eu me senti especial. O prêmio foi uma bicicleta que até hoje está no quintal da casa dos meus pais. Naquela minha primeira cerimônia de premiação eu fiquei nervosa, com medo de falar errado, de tropeçar, de aparecer gorda nas filmagens. O engraçado é que nada mudou de lá para cá, com a única diferença que naquele prêmio eu tive tempo de ir ao cabeleireiro antes e comprei uma roupa nova. Dessa eu não tive tempo. No voo de ida para o Rio de Janeiro na última terça-feira eu só pensava em quão aquela matéria premiada tinha sido especial para mim, assim como a redação sobre água na 6ª série. Em ambos os casos eu acreditei muito nas palavras que escrevia e, ao inscrever os textos, apostei na percepção dos jurados sobre o meu talento. Na 6ª série eu ainda não havia trabalhado com jornalismo, mas foi aquele prêmio que me fez decidir pela profissão. Conhecer os estúdios de jornalismo da TV TEM foi o início de um sonho que eu realizei em 2010 ao receber meu diploma da USP de Conclusão de Curso. Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo. UAU. Para quem eu falava que era jornalista, ouvia os “Nossas” e “Que legal”. Glamour este que, infelizmente só os que estão de fora conseguem ver. Quando você está “in” a coisa muda: muitas horas de trabalho, poucos feriados e fins de semana livre, muita leitura extra, participação em eventos sociais diversos e baixa r

Prêmio Petrobras de Jornalismo 3remuneração. Prefiro não falar da qualidade de vida… Uma profissão tão nobre e tão pouco valorizada por quem está “in”.

Ganhar um prêmio como esse em um momento que só se falam de demissões, passaralhos, desistências e fugidas para o exterior nas redes de jornalistas é um beliscão, para não falar um tapa na cara. Hellooo, você merece! E não só eu. E não só os outros 34 trabalhos premiados nesta edição das mais diversas categorias (regionais, nacionais, cultura, esporte, energia, sustentabilidade, fotografia, internacional, portal de notícias, jornais e revistas, TV e rádio). Todos os jornalistas merecem. Todos trabalham duro para que essa profissão seja reconhecida por terceiros, mas pouco fazem para que seja motivo de orgulho entre os pares.

Não importa aonde você trabalha, com qual (quais) canais lida, se está em redação, assessoria ou empresa…. jornalistas são profissionais altamente adaptáveis, sérios, inteligentes, responsáveis e que sabem lidar com adversidades e captar rapidamente mudanças de percurso. Têm características que são almejadas por muitos diretores de RH para diversas vagas e, mesmo assim, não acreditam, muitas vezes, no seu potencial. E eu me incluo aí. Como disse, esse prêmio foi um tapa na cara. Eu acredito fielmente que jornalistas são entusiastas do mundo. São os profissionais que vibram por cada folha que cai, por cada movimento anormal, por cada notícia que se esconde por trás da aparente normalidade. Seu olhar clínico faz a diferença!

A matéria premiada foi uma Inquietude pessoal, um tema que eu sempre acreditei e que, com o apoio da minha editora, Ana Clara Costa, saiu da ideia e foi para o papel – na verdade, para as telas de milhares de computadores, tablets e smartphones. Energia sustentável, microgeração e redes inteligentes é um assunto importantíssimo que ainda não foi levado ao nível de discussão que deveria aqui no Brasil. Mas vai ser.

Eu ganhei na CategorPrêmio Petrobras de Jornalismo 1ia Nacional – Energia, Petróleo e Gás, modalidade Portal de Notícias. Fui uma das últimas e tive a difícil tarefa de discursar depois o jornalista da TV Globo André Trigueiro, vencedor na modalidade TV. Meu recado final foi para os jornalistas presentes: SIGAM SUAS INQUIETUDES. São elas que vão nos guiar para fazer matérias sérias, de boa qualidade e sobre assuntos que muitos podem não se interessar (ainda), mas que serão ainda discutidos e rediscutidos quando a hora chegar. Obrigada!

 

Matéria Premiada:

VEJA.com“Geração própria de energia ainda depende de ‘boa vontade’ do governo”

Crédito das Fotos: AGÊNCIA PETROBRAS

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