Nem tudo se resume a passaralhos no Jornalismo…

Nem só de passaralhos (apelido ‘carinhoso’ para as demissões em massa nas redações) vive o noticiário do jornalismo brasileiro. Notícias como esta do projeto Draft e até mesmo a minha iniciativa de criar o Inquietos S/A mostram que o jornalista consegue se reinventar. Criatividade, disposição e força de vontade não faltam. Às vezes falta dinheiro…..

Vale a leitura…

Projeto Draft: Quem falou que jornalista não pode ser empreendedor?

Filipe Callil – 3 de julho de 2015
“Jornalismo” e “empreendedorismo”. Até pouco tempo atrás, convenhamos, essas duas palavras não combinavam. Eram quase antíteses. Afinal, em termos de sucesso e profissionalismo, o autêntico jornalista, de corpo e alma, era aquele que trabalhava em um grande veículo de notícias (é só fazer uma reflexão sobre quem são os jornalistas que você admira) e ponto. Falar em inovação nesse meio era raridade. Um preciosismo que só costumava dar as caras quando a pauta do dia era a história de algum engenheiro, economista, médico, advogado ou garoto prodígio que, fabulosamente, havia criado algo novo. Algo que rendesse, além de uma boa reportagem, comentários entre colegas de redação do tipo: “pô, bem que eu podia ter uma ideia como essa”. Claro, que alguns profissionais já trabalhavam fora de redações, em agências de comunicação, assessorias de imprensa ou em corporações. Mas jornalistas não costumavam ser empreendedores. Sim. Os tempos mudaram. Estão mudando, e vão seguir mudando. A revolução digital pode não ter eliminado as mídias convencionais (impresso, rádio e televisão) como alguns chegaram a profetizar. Mas, indiscutivelmente, seu fortalecimento modificou muito o mercado de comunicação — e a cabeça de muita gente. Seja pela necessidade ou pelo puro prazer de desbravar novos horizontes, novatos e veteranos estão se aventurando mais e tentando construir um novo jornalismo independente e empreendedor. As empresas de conteúdo jornalístico ainda são minoria no universo das startups. Também estão longe de ser as mais cobiçadas pelos investidores. Mas, aos poucos, um novo ecossistema tem sido desenhado com base em novos modelos de negócio e até mesmo em valores já esquecidos em algumas redações. Abaixo, listamos quatro projetos inspiradores. Coincidentemente (ou não), os seus fundadores são jornalistas que já trabalharam em diferentes veículos tradicionais e que, agora, possuem um sonho em comum: construir um novo jeito de se contar histórias.
Brio – plataforma multimídia
Fluxo – redação colaborativa
Agência Pública – jornalismo investigativo
Ponte – jornalismo investigativo
(…)
NÃO TEM JEITO: O JORNALISMO MUDOU Além da veia empreendedora, os três jornalistas compartilham opiniões semelhantes, principalmente quanto ao futuro da profissão. E antes que haja qualquer dúvida, vale adiantar: o jornalismo não está morrendo. Pelo contrário. “O jornalismo está mais vivo do que nunca. Vivemos um momento de grande incerteza em relação ao futuro de nossa profissão, mas definitivamente não sobre sua necessidade. O que precisamos fazer é encontrar novas formas de faturamento e empacotamento”, diz Felipe. Bruno Torturra complementa: “Quando alguém diz que o jornalismo está morrendo, no fundo, essa pessoa está falando que o modelo de negócio, a estrutura industrial e comercial que manteve o jornalismo durante o século 20 está morrendo. E apenas isso é verdade”. Sobre os motivos de tantas mudanças, Natalia aponta duas questões principais: as demissões em massa nos veículos tradicionais e, consequentemente, a piora na qualidade do conteúdo produzido dentro deles. “A crise nas redações é eminente e com isso muitos repórteres bons estão sendo demitidos. Naturalmente, os jornalistas estão deixando de pensar simplesmente como trabalhadores de uma indústria para atuar como protagonistas de um novo processo.”
VEJA A MATÉRIA COMPLETA AQUI: PROJETO DRAFT
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