[Valor Investe] ‘O dia que tivermos visibilidade, o preço dos ativos não será esse’, diz Stuhlberger

O principal gestor da Verde Asset explica em live promovida pela XP porque aplicou mais dinheiro na bolsa americana, mesmo com o risco de queda do mercado americano

Por Naiara Bertão (18/04/2020)

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Em um bate-papo ao vivo neste sábado à tarde, promovida pela XP, o gestor e sócio da Verde Asset, Luis Stuhlberger passou boa parte de sua fala explicando porque gosta da bolsa americana e apostou mais em empresas do S&P 500 quando o problema do novo coronavírus chegou ao Ocidente.

Ao analisar os principais argumentos de alguns especialistas que indicam que o início de uma profunda queda no mercado americano estaria próximo, ele ressaltou que acredita que o país é um dos mais bem posicionados para enfrentar à crise causada pelo vírus, com forte injeção de liquidez, além de ter empresas de capital aberto com base tecnológica que devem se beneficiar desse momento.

Sobre a falta de previsibilidade neste momento para sair comprando ações, ele responde que quando for resolvida a problemática e sair notícias boas, o mercado já terá saído na frente.

“O dia que tivermos visibilidade o preço não será esse. Temos uma quantidade de iniciativas no mundo, de médicos, pesquisadores e especialistas para resolver o problema. É uma questão de tempo. Já passamos pela varíola, Aids e outras doenças e para tudo tem solução. O problema agora é uma corrida contra o tempo”, diz Stuhlberger.

Para ele, o grande problema dos gestores e investidores agora é não estar posicionado quando a solução chegar.

“O fato de todos os governos estarem com taxa de juros zero e estímulos monetários e fiscais muito grandes deixa que apenas alguns ativos no mundo tenham valor relativo no longo prazo. Os títulos do governo americano e do Fed não terão valor. Sobrarão, então, ações e títulos das boas empresas, que tenham capacidade de gerar valor. Achamos que o S&P é o melhor lugar para estar”, comenta Parreiras.

Com relação à capacidade do governo americano em injetar liquidez e agir para conter o problema, os sócios citam duas ações principais: a injeção de US$ 300 bilhões para ajudar os 31 milhões de pequenos e médios negócios do país, que respondem por metade dos empregos dos EUA – estímulo que deve aumentar para US$ 600; e o auxílio emergencial de US$ 385 por semana (que vai subir para US$ 985) a 20 milhões de famílias prometidos por 39 semanas.

“O estímulo fiscal imenso é um dos motivos pelos quais gostamos da bolsa americana. Somando as duas iniciativas são US$ 1,4 trilhão praticamente a fundo perdido que o governo americano está gastando. É uma bazuca que nunca vimos na história da humanidade. Além disso, o ‘lockdown’ acelera a busca por inovação e produtividade e beneficia empresas”, explica Stuhlberger

 

Reportagem publicada no Valor Investe em 18/04/2020:“O dia que tivermos visibilidade, o preço dos ativos não será esse’, diz Stuhlberger”

 

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