Com a palavra…: Brasil Brokers conta como tentar voltar para o azul

Neste episódio do programa do Valor Investe, empresa que tem grande base de acionistas pessoa física fala do processo de reestruturação do negócio e da diversificação de receitas

Por Naiara Bertão

Este artigo e vídeo fazem parte de uma série de vídeos do Valor Investe e foi publicado em 11/11/2021

Brasil Brokers, ou BR Brokers, como também costuma ser chamada, está em um dos setores mais competitivos hoje no Brasil: o de intermediação para venda/compra ou aluguel de imóveis. Depois de passar por um movimento de reestruturação do negócio (“turn around”) nos últimos anos, em 2021 a companhia começa a ver resultados melhores, ainda que, na linha final, continue amargurando prejuízo.

Neste episódio do programa “Com a palavra…”, do Valor InvesteLuiz Augusto Rodrigues, gerente de relações com investidores da companhia, explica para os investidores quem é a Brasil Brokers, como ela ganha dinheiro, quais as oportunidades de negócios em que a direção da empresa está apostando, os riscos que são constantemente monitorados e a política de distribuição de dividendos.

“Sabemos o tamanho dos concorrentes, do mercado e a quantidade de dinheiro que está indo para este mercado. Para nos diferenciar, estamos tentamos ‘performar’ da melhor forma em todos esses pontos [resultado financeiro, eficiência, marketing, negociação…]. Apostamos no desenvolvimento de tecnologia para nossas verticais Desenrola [plataforma digital de compra e venda de imóveis] e Credimorar [braço de crédito da imobiliário], em gerar leads de maneira mais eficiente e oferecer ao cliente a melhor jornada possível”, explica o executivo. Veja abaixo a íntegra da entrevista.

Que empresa é essa?

A Brasil Brokers nasceu como uma corretora imobiliária a partir da consolidação de várias empresas menores, e vivia da comissão gerada pela venda ou aluguel de imóveis. Atualmente, porém, a empresa diversificou suas fontes de receita, e a Credimorar, por exemplo, já é responsável hoje por metade do faturamento da companhia.

Ainda neste sentido, uma das apostas, diz Luiz Augusto Rodrigues, é gerar mais receitas nesse tipo de negócio que envolve a geração de leads, inclusive no filão de home equity, em que a pessoa toma crédito tendo o imóvel como garantia.

Todo esse esforço, que envolve também priorização de negócios e revisão de custos e despesas, tem como objetivo a geração de resultado positivo na última linha, o que ainda não havia ocorrido até o fim de segundo trimestre, mas que a empresa espera que possa ocorrer nos próximos períodos. O fato de a empresa ter obtido lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização positivos (Ebitda) positivo entre abril e julho já é visto como um sinal de que o lucro líquido está no horizonte.

Outro desafio para a empresa está em lidar com sua própria base de acionistas, já que 40% das ações estão com pessoas físicas. No dia 23 de junho deste ano, ação da companhia saltou mais de 80% em um único pregão, por exemplo. em um claro movimento de especulação de mercado.

“Ter 40% de 78 milhões de ações nas mãos de pessoas físicas é muita coisa. Inevitavelmente, estamos suscetíveis a ter efeito manada, por especulações que não são reais”, diz o executivo. Para ele, as ações da empresa estavam subvalorizadas na época e seguem abaixo do que seria o preço justo. Porém, ele reconhece que a velocidade com que a alta ocorreu naquele dia foi fruto de especulações, que ocorrendo tanto para subir como também para derrubar o papel.

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